quinta-feira, 7 de julho de 2016

Dicas GRUPO MERA

30 - ESTUDANTE: Eu não consigo olhar para as pessoas, para meu marido, por exemplo, com os olhos do Espírito Santo, sem defeitos... Acho que nunca conseguirei isso...
GRUPO MERA: Isto precisa ficar claro: o Curso não nos pede para vermos as pessoas sem nenhum “defeito”, mas pede para que olhemos para nossas mentes e observemos porque determinados defeitos nos incomodam. Esses incômodos podem ser a chave para liberdade. Eles podem nos mostrar onde estão nossas necessidades especiais, às quais “a outra pessoa tem de” nos satisfazer.
Isso não quer dizer que estaremos condescendentes com alguns comportamentos ou buscando não olhar para as coisas que os outros fazem e não concordamos. Mas quer dizer que vamos nos lembrar de que elas as fazem porque acham que está certo e porque aprenderam assim. Ao mesmo tempo, vamos lembrando que a maneira como interpretamos os comportamentos é a nossa maneira de ver, a nossa percepção.
Assim, novamente, lembramos que “as coisas me incomodam porque eu as vejo dessa forma”. Olhar para o incômodo em nós mesmos é a retomada do nosso poder e o começo da solução do conflito.
Um exercício útil pode ser observar-se com a irritação em relação ao comportamento de uma pessoa. Mas, sem nenhuma tentativa de “correção” da visão, da opinião ou julgamento que temos. Pedir ajuda do Espírito Santo para ver a pessoa, seu comportamento ou a situação de outra forma, é a nossa função.
No entanto, é importante que nos lembremos de pararmos nesse ponto (pedir ajuda para ver de outra maneira) porque senão ficaremos envolvidos pela necessidade de acharmos os "pontos positivos" das pessoas e das situações. E não é esse o nosso papel. O Espírito Santo tem a visão de Deus sobre tudo e todos. Ele nos vê além do nosso comportamento. Tem a visão total, à parte da ilusão de todas as aparências. Nosso papel é entregarmos a Ele todo nosso julgamento.
Do Álbum: Dúvidas comuns ao estudar UCEM 
Leia outras: http://www.grupomera.com.br/

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Dicas GRUPO MERA

Do Álbum: Dúvidas comuns ao estudar UCEM 
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26 – ESTUDANTE: Comecei bem o dia conseguindo observar os meus pensamentos sobre todos os problemas familiares atuais. Existe uma cobrança da parte deles para mim e de mim para mim mesmo. Neste momento me parece que nunca fui um bom pai, que fiz tudo errado. Mas, estou percebendo que esse movimento é para me manter na posição de vítima. Encontro uma paz ao repetir a frase do meu exercício, mas logo volta o tumulto. Estou determinado a me observar mais, a treinar muito mais. Pedir ao Espírito Santo que me ajude a manter tudo isso em mente para que no final do dia não me sinta decepcionado comigo. Você tem alguma dica de como proceder para manter essas ideias quando a pessoa está trabalhando ou em outras atividades? Sinto que preciso me esforçar mais.

GRUPO MERA: Comece (atente-se, o verbo é começar) a perceber
o quanto tudo vira uma obsessão para você. Um alerta: isso não é uma crítica, é uma observação para que você comece a ver a origem de todos os problemas.

Quando o Curso nos pede pra sermos "observadores de nós mesmos, de nossas mentes", assim como pedimos nos exercícios que você tem feito conosco, não é pra virar uma obsessão. Será mais útil que, ao invés de você ficar preocupado em fazer suas tarefas perfeitamente, você se perdoar quando se esquecer delas. 

Jesus não pede que modifiquemos nossas vidas. Pelo contrário, ele pede pra que as levemos normalmente, interagindo com as outras pessoas e com as situações. Então, comece a ver esses impulsos de levar tudo "ao pé da letra" e a ver que eles são apenas mais uma forma de torturar a si mesmo.

Vou apontar mais algumas coisas para que possamos dar continuidade ao “raciocínio” a que nos propusemos. 

Observar seus sentimentos e pensamentos não é tentar se livrar deles.
No outro e-mail você repetiu várias vezes que não sabe como não ficar com raiva em determinadas situações. Eu não disse pra você não ficar com raiva ou tentar substituí-la por qualquer outra coisa. O que conversamos foi que todos nós temos raiva porque esse é um sentimento que faz parte da natureza humana. Essa tentativa de não sentir ou substituir algo que “não é bom” de se sentir faz um tumulto maior nos pensamentos. 

Importante: é impossível estar atento a todos os seus pensamentos. Uma hora dessas, você vai entender que isso realmente não é necessário. 

Nossa tarefa é não esconder esses sentimentos de nós mesmos e do Espírito Santo.
Eles serão naturalmente abandonados e substituídos enquanto vamos concluindo que eles são, na verdade, sem sentido. A substituição é feita pelo Espírito Santo, sempre.

Não existe uma "dica" para quando estamos trabalhando e queremos manter as ideias, o treino. Quando pedimos ajuda, somos ajudados sempre. O que mais acontece é que não “reconhecemos” a ajuda porque nós, normalmente, determinamos como ela deveria ser... Daí, não a reconhecemos.

Quanto à urgência em resolver seus problemas com seus familiares, pense comigo. Se você estiver calmo, sem tantos pensamentos de culpa sobre a necessidade de ajudar, pode tentar achar uma resposta sobre como ajudar.
Para cada problema que aparece com o recado "precisa ser resolvido agora", você pode pensar: o que de pior pode acontecer se não for resolvido neste momento? E comece a se lembrar de que eles estão aí desde longa data.

Sobre nossa “evolução”, com Um Curso em Milagres nossa maneira de pensar necessariamente muda para "nós já somos os filhos perfeitos de Deus apenas esquecidos disso". Com o Curso vamos tirando todas as nuvens que encobrem essa verdade em nossas mentes.


GRUPO MERA

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Sendo gentis e leves conosco

O próprio fato de que estamos aqui, em um corpo, identificando-nos como estudantes de Um Curso em Milagres, nos diz que somos criaturas do medo, pois apenas o amedrontador vem ao sonho que é esse mundo:
O medo é a única emoção do mundo. Suas formas são muitas – chame-os do que quiser -, mas elas são uma em conteúdo... Cada [sonho] contém o medo todo, o oposto do amor, o inferno que oculta a memória de Deus, a crucificação do Seu Filho santo (As Dádivas de Deus, p. 115-116).
No entanto, apesar dos aspectos amedrontadores da estrada que leva para fora do mundo, o caminho do perdão é fácil e gentil, pois ele nos pede tão pouco. Como Jesus diz em seu curso:
Esse curso não requer quase nada de ti. É impossível imaginar outro que peça tão pouco ou que possa oferecer mais (T-20.VII.1:10-12).
Não somos solicitados a mudar a nós mesmos ou a desempenhar feitos espirituais hercúleos, mas meramente a olhar para o ego sem julgamento:
O perdão... é quieto e na quietude nada faz... Apenas olha e espera e não julga (LE-pII.1.4:1, 3-4).
Nenhum esforço é requerido, portanto, exceto para desfazer nossa resistência a esse processo gentil e fácil, nascido do medo de perder nossa identidade especial. É esse medo de ser sem especialismo que faz com que a gentileza e o perdão se tornem uma experiência de dor e dificuldade. E, no entanto, até mesmo aqui não somos solicitados a lutar contra esse medo, que é por que Jesus nos diz:
E se achares que a tua resistência é muito forte e que a tua dedicação é pouca, não estás pronto. Não lutes contigo mesmo (T-30.I.1:7-8).
Somos nós que tornamos esse processo de desfazer difícil, simplesmente por nossas reações ao ego. Recordem-se do problema original:
Na eternidade, onde tudo é um, introduziu-se uma ideia diminuta e louca, da qual o Filho de Deus não se lembrou de rir. Em seu esquecimento, esse pensamento passou a ser uma ideia séria, capaz de ser realizada e de ter efeitos reais (T-27.VIII.6:3-6).
O problema não foi a diminuta e louca ideia de ser separado de Deus, mas, ao invés disso, escolher ouvir o ego e levá-lo a sério. Extrapolando para nossas experiências diárias, o problema nunca são as formas – a manifestação externa da culpa -, mas nossas reações internas a esses problemas. Em outras palavras, não somos solicitados a negar o que nossos olhos veem, mas apenas a interpretação do ego para o que eles veem; escolher a visão em detrimento do julgamento. Portanto, pedir a Jesus para nos ajudar com nossa resistência significa olhar para ela sem julgamento. Ela não é um pecado a ser temido – “Tu não pecaste, mas tens estado equivocado” (T-19.IV-B.11:8) -, mas julgar-se por isso torna o erro um pecado, que nós acreditamos merecer punição, não correção. Nesses contextos, “lembrar-se de rir” significa ser capaz de perdoar a si mesmo por ter medo da verdade. Uma vez que todos os nossos erros são um, perdoando uma expressão, perdoamos todas. Todos os erros são um único erro; todas as correções são uma Correção – não importando suas formas:
O diminuto tic-tac do tempo no qual foi feito o primeiro equívoco e todos eles dentro desse único, também continha a Correção daquele equívoco e de todos os que vieram dentro do primeiro (T-26.V.3:6-9).
Essa compreensão é maravilhosamente libertadora, pois ela nos permite não sermos afetados pelas muitas vicissitudes do nosso mundo sempre em mutação. Não importando os eventos externos ou os humores mutáveis dos que estão ao nosso redor, podemos permanecer em paz, se assim escolhermos. Portanto, podemos ser gentis conosco, pois nossas vidas se tornam fáceis tão logo aprendemos de Jesus a unidade de todos os relacionamentos e eventos – não em forma, mas em conteúdo. Seu amor dentro de nossas mentes permanece constante, e é a fundação da nossa resposta gentil a todas as circunstâncias em nossas vidas. Portanto, somos libertados da terrível e infindável carga de tentar tornar o imperfeito perfeito, o que pode ser comparado a tentar encher uma peneira com água – uma tarefa ingrata e sem esperanças, a maior que já houve. Então, somos libertados do plano do ego para distrair nossa atenção da mente – a fonte do problema e a resposta –, para nos focalizarmos apenas no externo, junto com as dificuldades da vida no corpo. Mas, ver o problema apenas na escolha errada da mente pelo ego, e a solução apenas na escolha da mente corrigida pelo Espírito Santo, simplifica nossa vida por unificar nossa sala de aula. Jesus nos convida a compartilhar sua gentileza ao olharmos com ele para a decisão da mente, perdoando nossos erros enquanto somos gratos por nossas lições fáceis.
Se, entretanto, não formos gentis e leves conosco, capazes de olhar além das nossas expressões de medo, como poderíamos então ser gentis e leves com os outros? No final, é claro, o perdão é um – quer perdoemos outro ou a nós mesmos. Aprendendo a perdoar gentilmente nossos próprios egos, o processo de fazer o mesmo para os outros se torna fácil. E, então, nós mudamos nossa atenção para as expressões externas do nosso relacionamento especial com o ego; o meio que esse curso usa para curar a mente.” (...)
(MEIO GENTIS E TAREFAS FÁCEIS-Volume 16-Nº 2-junho 2005-Kenneth Wapnik)