30 - ESTUDANTE: Eu não consigo olhar para as pessoas, para meu marido, por exemplo, com os olhos do Espírito Santo, sem defeitos... Acho que nunca conseguirei isso...
GRUPO MERA: Isto precisa ficar claro: o Curso não nos pede para vermos as pessoas sem nenhum “defeito”, mas pede para que olhemos para nossas mentes e observemos porque determinados defeitos nos incomodam. Esses incômodos podem ser a chave para liberdade. Eles podem nos mostrar onde estão nossas necessidades especiais, às quais “a outra pessoa tem de” nos satisfazer.
Isso não quer dizer que estaremos condescendentes com alguns comportamentos ou buscando não olhar para as coisas que os outros fazem e não concordamos. Mas quer dizer que vamos nos lembrar de que elas as fazem porque acham que está certo e porque aprenderam assim. Ao mesmo tempo, vamos lembrando que a maneira como interpretamos os comportamentos é a nossa maneira de ver, a nossa percepção.
Assim, novamente, lembramos que “as coisas me incomodam porque eu as vejo dessa forma”. Olhar para o incômodo em nós mesmos é a retomada do nosso poder e o começo da solução do conflito.
Um exercício útil pode ser observar-se com a irritação em relação ao comportamento de uma pessoa. Mas, sem nenhuma tentativa de “correção” da visão, da opinião ou julgamento que temos. Pedir ajuda do Espírito Santo para ver a pessoa, seu comportamento ou a situação de outra forma, é a nossa função.
No entanto, é importante que nos lembremos de pararmos nesse ponto (pedir ajuda para ver de outra maneira) porque senão ficaremos envolvidos pela necessidade de acharmos os "pontos positivos" das pessoas e das situações. E não é esse o nosso papel. O Espírito Santo tem a visão de Deus sobre tudo e todos. Ele nos vê além do nosso comportamento. Tem a visão total, à parte da ilusão de todas as aparências. Nosso papel é entregarmos a Ele todo nosso julgamento.
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