“Todos experimentam medo. No entanto, seria preciso um pequeno pensamento certo para reconhecerem porque o medo ocorre. Poucos apreciam o poder real da mente, e ninguém permanece plenamente ciente dele o tempo todo. Porém, se esperas poupar-te do medo, existem certas coisas que tens que reconhecer e reconhecer plenamente. A mente é muito poderosa e nunca perde a sua força criativa. Ela nunca dorme. A cada instante, está criando. É duro reconhecer que o pensamento e a crença se combinam em uma onda de poder que pode literalmente mover montanhas. À primeira vista parece que acreditar em tal poder acerca de ti mesmo é arrogância, mas não é essa a razão real pela qual não acreditas nisso. Preferes acreditar que os teus pensamentos não podem exercer influência real porque, de fato, tens medo deles. Isso pode diminuir a tua consciência em relação à culpa, mas ao custo de perceberes a mente como impotente. Se acreditas que o que pensas não tem efeito, podes deixar de ter medo do que pensas, mas dificilmente estás propenso a respeitar teu pensamento. Não existem pensamentos vãos. Todo pensamento produz forma em algum nível.”
UCEM-T-2.VI.9
domingo, 29 de novembro de 2015
O ato de perdoar
"O ato de perdoar é algo que temos de fazer voluntariamente, porém precisamos pedir ajuda.
Por exemplo, podes dizer:
"Pai, aonde estou agora mesmo não posso perdoar a essa pessoa, ajuda-me com Teu entendimento e amor a ver meu irmão com os Teus olhos!"
Diz tua verdade ao Espírito. Tens que ir a Ele com absoluta honestidade; e não pretendas conceder um perdão que é falso, que te engana, algo assim como: "Sim, já o/a perdoei”, sabendo que não é verdade.
Diz tua verdade ao Espírito. Tens que ir a Ele com absoluta honestidade; e não pretendas conceder um perdão que é falso, que te engana, algo assim como: "Sim, já o/a perdoei”, sabendo que não é verdade.
É necessário que não ocultes ao Espírito Santo aonde te encontras, senão não lhe estás dando a oportunidade para que Ele possa sanar tua mente e corrigir a situação.
Se não estás disposto a perdoar, diga-lhe exatamente isso, diga-lhe a verdade. Uma vez que Lhe tenhas dito a verdade, algo milagroso sucede."
Rosa María Wynn
terça-feira, 11 de agosto de 2015
A decisão a favor da inculpabilidade
1. O aprendiz feliz não pode sentir-se culpado em relação ao aprendizado. Isso é tão essencial ao aprendizado que não deveria ser esquecido nunca. O aprendiz sem culpa aprende com facilidade porque seus pensamentos são livres. No entanto, isso implica o reconhecimento de que a culpa é interferência, não salvação e não serve a absolutamente ne-nhuma função útil.
2. Talvez estejas acostumado a usar a inculpabilidade apenas como paliativo para a dor da culpa e não a consideras como algo de valor em si mesmo. Acreditas que tanto a culpa quanto a inculpabilidade têm valor, cada uma delas representando uma fuga daquilo que a outra não te oferece. Não queres nenhuma das duas sozinha, pois sem ambas não vês a ti mesmo como alguém íntegro e, portanto, feliz. Entretanto, tu só és íntegro na tua inculpabilidade e só na tua inculpabilidade podes ser feliz. Não há conflito aqui. Desejar a culpa em qualquer forma, de qualquer modo, fará com que a apreciação do valor da tua inculpabilidade seja perdida e a afastará da tua vista.
3. Não há nenhuma transigência que possas fazer com a culpa e ainda assim escapar da dor que só a inculpabilidade alivia. Aprender é viver aqui, assim como criar é estar no Céu. Sempre que a dor da culpa parecer atrair-te, lembra-te que se cederes a ela, estás te decidindo contra a tua felicidade e não aprenderás como ser feliz. Dize, portanto, a ti mesmo, gentilmente, mas com a convição que nasce do Amor de Deus e de Seu Filho:
O que eu experimento eu manifestarei.
Se não tenho culpa, nada tenho a temer.
Escolho testemunhar minha aceitação da Expiação, não sua rejeição.
Aceitarei minha inculpabilidade tornando-a manifesta e compartilhando-a.
Que eu traga ao Filho de Deus a paz de seu Pai.
4. A cada dia, a cada hora, a cada minuto, e até mesmo a cada segundo estás te decidindo entre a crucificação e a ressurreição, entre o ego e o Espírito Santo. O ego é a escolha a favor da culpa, o Espírito Santo, a escolha pela inculpabilidade. Tudo o que é teu é o poder de decisão. Aquilo entre o que decides é fixo, porque não existem alternativas exceto verdade e ilusão. E não há nada que coincida entre elas, pois são opostos que não podem ser conciliados e não podem ser ambos verdadeiros. Tu és culpado ou sem culpa, preso ou livre, feliz ou infeliz.
5. O milagre te ensina que escolheste a inculpabilidade, a liberdade e a alegria. Não é uma causa, mas um efeito. É o resultado natural da escolha certa, atestando a tua felicidade que vem da escolha de estar livre da culpa. Todos aqueles a quem ofereces a cura a devolvem. Todos aqueles a quem atacas, guardam e valorizam esse ataque mantendo-o contra ti. Se fazem isso ou não, não fará nenhuma diferença, tu vais pensar que fazem. É impossível oferecer o que não queres sem essa penalidade. O custo de dar é receber. Ou uma penalidade que te fará sofrer, ou a aquisição feliz de um tesouro a ser valorizado.
6. Nenhuma penalidade é jamais imposta ao Filho de Deus, exceto por ele mesmo e a partir dele mesmo. Toda chance de curar que lhe é dada é uma nova oportunidade de substituir as trevas pela luz e o medo pelo amor. Se ele recusa isso, se prende às trevas, porque não escolheu libertar o seu irmão e com ele entrar na luz. Ao dar poder ao nada, joga fora a feliz oportunidade de aprender que o nada não tem poder. E por não ter dissipado as trevas, passou a ter medo das trevas e da luz. A alegria de aprender que as trevas não têm poder sobre o Filho de Deus é a lição feliz que o Espírito Santo ensina e quer que ensines com Ele. Ensinar isso é a Sua alegria assim como será a tua.
7. A forma de ensinar essa simples lição é simplesmente a seguinte: inculpabilidade é invulnerabilidade. Portanto, faze com que a tua invulnerabilidade se manifeste para todas as pessoas. Ensina ao outro que não importa o que ele tente te fazer, o fato de estares perfeitamente livre da crença na qual é possível seres prejudicado, mostra-lhe que ele é sem culpa. Ele nada pode fazer que possa ferir-te, e por recusar-te a permitir que ele pense que pode, tu lhe ensinas que a Expiação que aceitaste para ti mesmo também é sua. Nada há a perdoar. Ninguém pode ferir o Filho de Deus. A sua culpa é totalmente sem causa e, não tendo causa, não pode existir.
8. Deus é a única Causa e a culpa não é de Deus. Não ensines a ninguém que ele te feriu, pois se o fizeres, estás ensinando a ti mesmo que o que não vem de Deus tem poder sobre ti. O que não tem causa não pode ser. Não o testemunhes e não fomentes a crença nisso em mente alguma. Lembra-te sempre que a mente é uma só e a causa é uma só. Só aprenderás a comunicação com essa unicidade quando tiveres aprendido a negar o que não tem causa e aceitar a Causa de Deus como tua. O poder que Deus deu ao Filho é dele, e nenhuma outra coisa pode o Filho de Deus ver ou escolher contemplar sem impor a si mesmo a penalidade da culpa no lugar de todos os ensinamentos felizes que o Espírito Santo quer lhe oferecer com contentamento.
9. Sempre que escolhes tomar decisões por conta própria estás pensando de maneira destrutiva e a decisão estará errada. Ela irá ferir-te devido ao conceito de decisão que levou a ela. Não é verdade que tu possas tomar decisões por ti mesmo ou para ti mesmo sozinho. Nenhum pensamento do Filho de Deus pode ser separado ou isolado em seus efeitos. Toda decisão é tomada por toda a Filiação, dirigida para dentro e para fora e influencia uma constelação mais ampla do que qualquer coisa que jamais possas ter sonhado.
10. Aqueles que aceitam a Expiação são invulneráveis. Mas aqueles que acreditam que são culpados vão responder à culpa, por que pensam que ela é a salvação e não se recusarão a vê-la e alinhar-se ao lado dela. Eles acreditam que, aumentando a culpa, estão se auto-protegendo. E falharão em compreender o simples fato de que aquilo que não querem não pode deixar de feri-los. Tudo isso surge porque não acreditam que o que querem é bom. No entanto, a vontade lhes foi dada porque é santa e trará a eles tudo aquilo de que necessitam, vindo tão naturalmente quanto a paz que não conhece limites. Não há nada que a sua vontade falhe em prover, que lhes ofereça qualquer coisa de valor. Apesar disso, porque não compreendem a própria vontade, o Espírito Santo em quietude a compreende por eles e lhes dá o que querem sem esforço, tensão ou a carga impossível de decidir sozinhos o que querem e precisam.
11. Nunca acontecerá que tenhas que tomar decisões sozinho. Não estás desprovido de ajuda, tens a Ajuda que conhece a resposta. Irias te contentar com pouco, que é tudo que sozinho podes oferecer a ti mesmo, quando Ele, Que te dá tudo, simplesmente te oferece tudo? Ele nunca perguntará o que é que fizeste para seres digno da dádiva de Deus. Portanto, não perguntes isso a ti mesmo. Ao contrário, aceita a resposta do Espírito Santo, porque Ele tem o conhecimento de que és digno de todas as coisas que são a Vontade de Deus para ti. Não tentes escapar da dádiva de Deus, a qual Ele tão livre e alegremente te oferece. Ele não te oferece senão o que Deus deu a Ele para ti. Não tens necessidade de decidir se és digno ou não dessa dádiva. Deus sabe que és.
12. Irias tu negar a verdade da decisão de Deus e colocar a tua apreciação lamentável de ti mesmo no lugar da Sua avaliação calma e inabalável em relação ao Seu Filho? Nada pode abalar a perfeita convição de Deus da pureza de tudo o que Ele criou, pois é totalmente puro. Não te decidas contra ela, pois sendo Dele, não pode deixar de ser verdadeira. A paz habita em toda a mente que aceita em quietude o plano que Deus traçou para a sua Expiação e abandona o seu próprio. Não conheces a salvação, pois não a compreendes. Não tomes decisões a respeito do que ela é ou de onde está, mas pergunta tudo ao Espírito Santo e deixa todas as decisões ao Seu gentil conselho.
13. Aquele Que conhece o plano de Deus, o plano que Deus quer que sigas, pode te ensinar qual é. Só a Sua sabedoria é capaz de guiar-te para que o sigas. Toda decisão que tomas sozinho só vai significar que queres definir o que é a salvação e do que queres ser salvo. O Espírito Santo sabe que toda salvação é escapar da culpa. Tu não tens nenhum outro "inimigo" e contra essa estranha distorção da pureza do Filho de Deus, o Espírito Santo é o teu único Amigo. Ele é o forte protetor da inocência que te liberta. E é Sua decisão desfazer todas as coisas que iriam obscurecer a tua inocência na tua mente desanuviada.
14. Permite que Ele seja, portanto, o único Guia que queres seguir para a salvação. Ele conhece o caminho e te conduz com contentamento por ele. Com o Espírito Santo não falharás em aprender que o que Deus quer para ti é a tua vontade. Sem a Sua orientação, acharás que sabes sozinho e decidirás contra a tua paz tão certamente quanto decidiste que a salvação está apenas em ti. A salvação é Dele, a Quem Deus a deu para ti. Ele não a esqueceu. Não O esqueças e Ele tomará todas as decisões por ti, pela tua salvação e pela paz de Deus em ti.
15. Não busques avaliar o valor do Filho de Deus, a quem Ele criou santo, pois fazê-lo é avaliar o teu Pai e julgar contra Ele. E te sentirás culpado por esse crime imaginário, que ninguém nesse mundo ou no Céu poderia cometer. O Espírito Santo ensina apenas que o "pecado" da auto-substituição no trono de Deus não é uma fonte de culpa. O que não pode acontecer não pode ter efeitos a serem temidos. Fica quieto na tua fé Naquele Que te ama e quer te conduzir para fora da insanidade. A loucura pode ser a tua escolha, mas não a tua realidade. Nunca esqueças do Amor de Deus, Que Se lembrou de ti. Pois é, de fato, impossível que Ele pudesse jamais permitir que Seu Filho caísse da Mente amorosa dentro da qual foi criado e onde sua morada foi fixada em perfeita paz para sempre.
16. Apenas dize ao Espírito Santo: "Decide por mim" e assim será feito. Pois as Suas decisões são reflexos do que Deus conhece sobre ti e nesta luz qualquer tipo de erro vem a ser impossível. Por que irias esforçar-te tão freneticamente para antecipar tudo o que não podes conhecer, quando todo o conhecimento está por trás de cada decisão que o Espírito Santo toma por ti? Aprende sobre a Sua sabedoria e o Seu Amor e ensina a Sua resposta a todos aqueles que se debatem no escuro. Pois decides por eles e por ti mesmo.
17. Como é amável decidir todas as coisas através Daquele Cujo amor igual é dado a todos igualmente! Ele não deixa ninguém fora de ti. E assim Ele te dá o que é teu, porque o teu Pai quer que tu o compartilhes com Ele. Em todas as coisas, sê conduzido por Ele e não reconsideres. Confia em que Ele responderá rapidamente, seguramente e com Amor por todos aqueles que forem de qualquer forma tocados pela decisão. E todos o serão. 'Tomarias para ti a responsabilidade total de decidir o que pode trazer só o bem a todas as pessoas? Terias conhecimento disso?
18. Tu ensinaste a ti mesmo o hábito mais desnaturado de não te comunicares com o teu Criador. No entanto, permaneces em estreita comunicação com Ele e com tudo o que está dentro Dele, assim como está dentro de ti. Desaprende o isolamento através da Sua orientação amorosa e aprende sobre toda a comunicação feliz que puseste fora, mas não poderias perder.
19. Sempre que estiveres em dúvida quanto ao que deverias fazer, pensa na Sua Presença em ti e dize a ti mesmo isso e apenas isso:
Ele me guia e conhece o caminho, que eu não conheço.
Entretanto, Ele nunca afastará de mim aquilo que quer que eu aprenda.
E por isso eu confio Nele para comunicar-me tudo o que Ele conhece por mim.
Então, deixa que Ele te ensine em quietude como perceber a tua inculpabilidade que já está presente.
Um Curso Em Milagres
Capítulo 14 - III
1. O aprendiz feliz não pode sentir-se culpado em relação ao aprendizado. Isso é tão essencial ao aprendizado que não deveria ser esquecido nunca. O aprendiz sem culpa aprende com facilidade porque seus pensamentos são livres. No entanto, isso implica o reconhecimento de que a culpa é interferência, não salvação e não serve a absolutamente ne-nhuma função útil.
2. Talvez estejas acostumado a usar a inculpabilidade apenas como paliativo para a dor da culpa e não a consideras como algo de valor em si mesmo. Acreditas que tanto a culpa quanto a inculpabilidade têm valor, cada uma delas representando uma fuga daquilo que a outra não te oferece. Não queres nenhuma das duas sozinha, pois sem ambas não vês a ti mesmo como alguém íntegro e, portanto, feliz. Entretanto, tu só és íntegro na tua inculpabilidade e só na tua inculpabilidade podes ser feliz. Não há conflito aqui. Desejar a culpa em qualquer forma, de qualquer modo, fará com que a apreciação do valor da tua inculpabilidade seja perdida e a afastará da tua vista.
3. Não há nenhuma transigência que possas fazer com a culpa e ainda assim escapar da dor que só a inculpabilidade alivia. Aprender é viver aqui, assim como criar é estar no Céu. Sempre que a dor da culpa parecer atrair-te, lembra-te que se cederes a ela, estás te decidindo contra a tua felicidade e não aprenderás como ser feliz. Dize, portanto, a ti mesmo, gentilmente, mas com a convição que nasce do Amor de Deus e de Seu Filho:
O que eu experimento eu manifestarei.
Se não tenho culpa, nada tenho a temer.
Escolho testemunhar minha aceitação da Expiação, não sua rejeição.
Aceitarei minha inculpabilidade tornando-a manifesta e compartilhando-a.
Que eu traga ao Filho de Deus a paz de seu Pai.
4. A cada dia, a cada hora, a cada minuto, e até mesmo a cada segundo estás te decidindo entre a crucificação e a ressurreição, entre o ego e o Espírito Santo. O ego é a escolha a favor da culpa, o Espírito Santo, a escolha pela inculpabilidade. Tudo o que é teu é o poder de decisão. Aquilo entre o que decides é fixo, porque não existem alternativas exceto verdade e ilusão. E não há nada que coincida entre elas, pois são opostos que não podem ser conciliados e não podem ser ambos verdadeiros. Tu és culpado ou sem culpa, preso ou livre, feliz ou infeliz.
5. O milagre te ensina que escolheste a inculpabilidade, a liberdade e a alegria. Não é uma causa, mas um efeito. É o resultado natural da escolha certa, atestando a tua felicidade que vem da escolha de estar livre da culpa. Todos aqueles a quem ofereces a cura a devolvem. Todos aqueles a quem atacas, guardam e valorizam esse ataque mantendo-o contra ti. Se fazem isso ou não, não fará nenhuma diferença, tu vais pensar que fazem. É impossível oferecer o que não queres sem essa penalidade. O custo de dar é receber. Ou uma penalidade que te fará sofrer, ou a aquisição feliz de um tesouro a ser valorizado.
6. Nenhuma penalidade é jamais imposta ao Filho de Deus, exceto por ele mesmo e a partir dele mesmo. Toda chance de curar que lhe é dada é uma nova oportunidade de substituir as trevas pela luz e o medo pelo amor. Se ele recusa isso, se prende às trevas, porque não escolheu libertar o seu irmão e com ele entrar na luz. Ao dar poder ao nada, joga fora a feliz oportunidade de aprender que o nada não tem poder. E por não ter dissipado as trevas, passou a ter medo das trevas e da luz. A alegria de aprender que as trevas não têm poder sobre o Filho de Deus é a lição feliz que o Espírito Santo ensina e quer que ensines com Ele. Ensinar isso é a Sua alegria assim como será a tua.
7. A forma de ensinar essa simples lição é simplesmente a seguinte: inculpabilidade é invulnerabilidade. Portanto, faze com que a tua invulnerabilidade se manifeste para todas as pessoas. Ensina ao outro que não importa o que ele tente te fazer, o fato de estares perfeitamente livre da crença na qual é possível seres prejudicado, mostra-lhe que ele é sem culpa. Ele nada pode fazer que possa ferir-te, e por recusar-te a permitir que ele pense que pode, tu lhe ensinas que a Expiação que aceitaste para ti mesmo também é sua. Nada há a perdoar. Ninguém pode ferir o Filho de Deus. A sua culpa é totalmente sem causa e, não tendo causa, não pode existir.
8. Deus é a única Causa e a culpa não é de Deus. Não ensines a ninguém que ele te feriu, pois se o fizeres, estás ensinando a ti mesmo que o que não vem de Deus tem poder sobre ti. O que não tem causa não pode ser. Não o testemunhes e não fomentes a crença nisso em mente alguma. Lembra-te sempre que a mente é uma só e a causa é uma só. Só aprenderás a comunicação com essa unicidade quando tiveres aprendido a negar o que não tem causa e aceitar a Causa de Deus como tua. O poder que Deus deu ao Filho é dele, e nenhuma outra coisa pode o Filho de Deus ver ou escolher contemplar sem impor a si mesmo a penalidade da culpa no lugar de todos os ensinamentos felizes que o Espírito Santo quer lhe oferecer com contentamento.
9. Sempre que escolhes tomar decisões por conta própria estás pensando de maneira destrutiva e a decisão estará errada. Ela irá ferir-te devido ao conceito de decisão que levou a ela. Não é verdade que tu possas tomar decisões por ti mesmo ou para ti mesmo sozinho. Nenhum pensamento do Filho de Deus pode ser separado ou isolado em seus efeitos. Toda decisão é tomada por toda a Filiação, dirigida para dentro e para fora e influencia uma constelação mais ampla do que qualquer coisa que jamais possas ter sonhado.
10. Aqueles que aceitam a Expiação são invulneráveis. Mas aqueles que acreditam que são culpados vão responder à culpa, por que pensam que ela é a salvação e não se recusarão a vê-la e alinhar-se ao lado dela. Eles acreditam que, aumentando a culpa, estão se auto-protegendo. E falharão em compreender o simples fato de que aquilo que não querem não pode deixar de feri-los. Tudo isso surge porque não acreditam que o que querem é bom. No entanto, a vontade lhes foi dada porque é santa e trará a eles tudo aquilo de que necessitam, vindo tão naturalmente quanto a paz que não conhece limites. Não há nada que a sua vontade falhe em prover, que lhes ofereça qualquer coisa de valor. Apesar disso, porque não compreendem a própria vontade, o Espírito Santo em quietude a compreende por eles e lhes dá o que querem sem esforço, tensão ou a carga impossível de decidir sozinhos o que querem e precisam.
11. Nunca acontecerá que tenhas que tomar decisões sozinho. Não estás desprovido de ajuda, tens a Ajuda que conhece a resposta. Irias te contentar com pouco, que é tudo que sozinho podes oferecer a ti mesmo, quando Ele, Que te dá tudo, simplesmente te oferece tudo? Ele nunca perguntará o que é que fizeste para seres digno da dádiva de Deus. Portanto, não perguntes isso a ti mesmo. Ao contrário, aceita a resposta do Espírito Santo, porque Ele tem o conhecimento de que és digno de todas as coisas que são a Vontade de Deus para ti. Não tentes escapar da dádiva de Deus, a qual Ele tão livre e alegremente te oferece. Ele não te oferece senão o que Deus deu a Ele para ti. Não tens necessidade de decidir se és digno ou não dessa dádiva. Deus sabe que és.
12. Irias tu negar a verdade da decisão de Deus e colocar a tua apreciação lamentável de ti mesmo no lugar da Sua avaliação calma e inabalável em relação ao Seu Filho? Nada pode abalar a perfeita convição de Deus da pureza de tudo o que Ele criou, pois é totalmente puro. Não te decidas contra ela, pois sendo Dele, não pode deixar de ser verdadeira. A paz habita em toda a mente que aceita em quietude o plano que Deus traçou para a sua Expiação e abandona o seu próprio. Não conheces a salvação, pois não a compreendes. Não tomes decisões a respeito do que ela é ou de onde está, mas pergunta tudo ao Espírito Santo e deixa todas as decisões ao Seu gentil conselho.
13. Aquele Que conhece o plano de Deus, o plano que Deus quer que sigas, pode te ensinar qual é. Só a Sua sabedoria é capaz de guiar-te para que o sigas. Toda decisão que tomas sozinho só vai significar que queres definir o que é a salvação e do que queres ser salvo. O Espírito Santo sabe que toda salvação é escapar da culpa. Tu não tens nenhum outro "inimigo" e contra essa estranha distorção da pureza do Filho de Deus, o Espírito Santo é o teu único Amigo. Ele é o forte protetor da inocência que te liberta. E é Sua decisão desfazer todas as coisas que iriam obscurecer a tua inocência na tua mente desanuviada.
14. Permite que Ele seja, portanto, o único Guia que queres seguir para a salvação. Ele conhece o caminho e te conduz com contentamento por ele. Com o Espírito Santo não falharás em aprender que o que Deus quer para ti é a tua vontade. Sem a Sua orientação, acharás que sabes sozinho e decidirás contra a tua paz tão certamente quanto decidiste que a salvação está apenas em ti. A salvação é Dele, a Quem Deus a deu para ti. Ele não a esqueceu. Não O esqueças e Ele tomará todas as decisões por ti, pela tua salvação e pela paz de Deus em ti.
15. Não busques avaliar o valor do Filho de Deus, a quem Ele criou santo, pois fazê-lo é avaliar o teu Pai e julgar contra Ele. E te sentirás culpado por esse crime imaginário, que ninguém nesse mundo ou no Céu poderia cometer. O Espírito Santo ensina apenas que o "pecado" da auto-substituição no trono de Deus não é uma fonte de culpa. O que não pode acontecer não pode ter efeitos a serem temidos. Fica quieto na tua fé Naquele Que te ama e quer te conduzir para fora da insanidade. A loucura pode ser a tua escolha, mas não a tua realidade. Nunca esqueças do Amor de Deus, Que Se lembrou de ti. Pois é, de fato, impossível que Ele pudesse jamais permitir que Seu Filho caísse da Mente amorosa dentro da qual foi criado e onde sua morada foi fixada em perfeita paz para sempre.
16. Apenas dize ao Espírito Santo: "Decide por mim" e assim será feito. Pois as Suas decisões são reflexos do que Deus conhece sobre ti e nesta luz qualquer tipo de erro vem a ser impossível. Por que irias esforçar-te tão freneticamente para antecipar tudo o que não podes conhecer, quando todo o conhecimento está por trás de cada decisão que o Espírito Santo toma por ti? Aprende sobre a Sua sabedoria e o Seu Amor e ensina a Sua resposta a todos aqueles que se debatem no escuro. Pois decides por eles e por ti mesmo.
17. Como é amável decidir todas as coisas através Daquele Cujo amor igual é dado a todos igualmente! Ele não deixa ninguém fora de ti. E assim Ele te dá o que é teu, porque o teu Pai quer que tu o compartilhes com Ele. Em todas as coisas, sê conduzido por Ele e não reconsideres. Confia em que Ele responderá rapidamente, seguramente e com Amor por todos aqueles que forem de qualquer forma tocados pela decisão. E todos o serão. 'Tomarias para ti a responsabilidade total de decidir o que pode trazer só o bem a todas as pessoas? Terias conhecimento disso?
18. Tu ensinaste a ti mesmo o hábito mais desnaturado de não te comunicares com o teu Criador. No entanto, permaneces em estreita comunicação com Ele e com tudo o que está dentro Dele, assim como está dentro de ti. Desaprende o isolamento através da Sua orientação amorosa e aprende sobre toda a comunicação feliz que puseste fora, mas não poderias perder.
19. Sempre que estiveres em dúvida quanto ao que deverias fazer, pensa na Sua Presença em ti e dize a ti mesmo isso e apenas isso:
Ele me guia e conhece o caminho, que eu não conheço.
Entretanto, Ele nunca afastará de mim aquilo que quer que eu aprenda.
E por isso eu confio Nele para comunicar-me tudo o que Ele conhece por mim.
Então, deixa que Ele te ensine em quietude como perceber a tua inculpabilidade que já está presente.
Um Curso Em Milagres
Capítulo 14 - III
domingo, 9 de agosto de 2015
O que perguntar a Ele realmente faz...
Assassinato e opressão são claramente insanos no pensamento do mundo, mas ser “útil”, pelo fato de você pensar que sabe o que é melhor para as pessoas, é tão insano quanto.
Jesus não está dizendo que não podemos fazer coisas em nosso mundo pessoal, ou no mundo como um todo. Ele só está dizendo: “Não presuma que você sabe o que deveria fazer. Pergunte-me primeiro”.
O que perguntar a Ele realmente faz é tirar o seu ego do caminho.
A maneira de perguntar a ele o que você deveria fazer em um nível comportamental é primeiro olhar com ele para o que o ego está tentando fazer. Olhar para o investimento que o seu ego tem em seu especialismo.
Quando você pode olhar para isso com o gentil amor de Jesus ao seu lado, seu especialismo começa a desaparecer. Conforme ele começa a desaparecer, você vai se tornar cada vez mais capaz de ouvir sua voz. Então, o foco não está em ouvir sua voz: o foco está em desfazer a interferência a ouvir sua voz.
Quando você pode olhar para isso com o gentil amor de Jesus ao seu lado, seu especialismo começa a desaparecer. Conforme ele começa a desaparecer, você vai se tornar cada vez mais capaz de ouvir sua voz. Então, o foco não está em ouvir sua voz: o foco está em desfazer a interferência a ouvir sua voz.
Dúvidas comuns ao estudar UCEM
5 - ESTUDANTE: Tenho oscilado muito. Meu filme chamado “minha vida” beira o terror... Muita coisa “pareceu” piorar desde que me insurgi contra o tal ego (mesmo que de leve): problemas familiares graves. Estou na lição 23 do UCEM. Ontem me bateu um medo danado da “vingança” do ego. Após muita “conversa/diálogo interno” retomei um pouco o equilíbrio. Eu sei que o ego é parte da minha mente e, portanto, procurei perdoá-lo e levar o medo identificado para o Espírito Santo curar. Muita coisa está emergindo ao mesmo tempo. É uma luta em busca da paz!
GRUPO MERA: O caminho com o Curso fica mais leve quando trocamos ideias e somos lembrados "por outro" do que já sabemos. É bastante útil conversarmos com outros estudantes, pelo menos de vez em quando.
Lembrando-nos de uma coisa básica: a paz da mente é realmente um estado do qual não queremos mais sair, quando alcançado, pelo menos em alguns momentos... Mas nós temos o direito de não ficarmos em paz enquanto dermos realidade a este mundo insano.
Eu penso que você está “se obrigando” a ficar em paz, aliás, isso acontece com a totalidade dos estudantes desse Curso em uma ou outra fase...
Experimente não lutar contra. Experimente pensar: “sim, estou com medo, com raiva, etc., e daí?” Tente pensar com gentileza e paciência a respeito de si mesmo, tratar-se gentilmente quando se perceber entrando no jogo do ego.
Ainda será difícil, mas será meio caminho andado perceber seus pensamentos de autocondenação. Você pode tentar fazer o seguinte exercício: pense em alguém de quem gosta muito e que esteja passado por uma situação igual à sua. Imagine que você está conversando com essa pessoa. O que você diria a ela num momento aflitivo? Faça isso como um “exercício” mesmo: fique quieto e procure se lembrar de que o que você disser a ela, necessariamente será válido para você.
Do álbum: Dúvidas comuns ao estudar UCEM
Grupo Mera Ucem
domingo, 31 de maio de 2015
terça-feira, 14 de abril de 2015
Eu me aquietarei por um momento e irei para casa
Esse mundo, em que pareces viver, não é a tua casa. E, em algum lugar da tua mente, tens o conhecimento de que isso é verdadeiro. A memória de casa continua te perseguindo, como se houvesse um lugar que te chamasse de volta, embora não reconheças a voz e nem o que essa voz te lembra. Mesmo assim, continuas te sentindo como um estranho aqui, vindo de algum lugar completamente desconhecido. Nada tão definido que possas dizer, com certeza, que és um exilado aqui. Apenas um sentimento persistente, em alguns momentos pouco mais do que uma diminuta pulsação, em outros vagamente relembrado, ativamente descartado, mas algo que com certeza vai voltar de novo à tua mente.
Não há ninguém que não saiba do que estamos falando. No entanto, alguns tentam deixar de lado os seus sofrimentos em jogos para ocuparem o seu tempo e afastarem a sua tristeza. Outros negarão estar tristes e nem reconhecem em absoluto as próprias lágrimas. Outros, ainda, insistirão que aquilo de que falamos é ilusão, que não deve ser considerado como nada além de um sonho. No entanto, quem, em simples honestidade, sem defensividade e auto-engano, negaria que compreende as palavras que estamos proferindo?
Falamos por cada um que caminha por esse mundo, pois ele não está em casa. Vai incerto numa busca sem fim, buscando na escuridão o que não pode achar, sem reconhecer o que é que está buscando. Constrói mil casas, mas nenhuma satisfaz a sua mente inquieta. Não compreende que está construindo em vão. A casa que busca não pode ser feita por ele. Não há nenhum substituto para o Céu. O inferno foi tudo o que ele jamais fez.
Talvez penses que é a tua casa de infância que queres achar novamente. A infância do teu corpo e aquele lugar que o abrigava, é agora uma memória tão distorcida que apenas seguras um retrato de um passado que nunca aconteceu. Entretanto, há uma Criança em ti Que busca a casa do Seu Pai e sabe que é uma estranha aqui. Essa infância é eterna, com uma inocência que durará para sempre. Aonde quer que essa Criança vá, a terra é santa. É a Sua santidade que ilumina o Céu e que traz à terra o puro reflexo da luz do alto, em que a terra e o Céu estão unidos como um só.
É essa Criança em ti que o teu Pai conhece como o Seu próprio Filho. É essa Criança Que conhece o Seu Pai. Ela deseja ir para casa tão profunda e incessantemente, que a Sua voz te implora que A deixes descansar por um momento. Não pede mais do que alguns instantes de alivio; apenas um intervalo em que possa voltar respirar o ar santo que enche a casa do Seu Pai. Tu também és a Sua casa. Ela voltará. Mas dá-Lhe um pouco de tempo para ser Ela Mesma, na paz que é a Sua casa, descansando no silêncio, na paz e no amor.
Essa Criança precisa da tua proteção. Está longe de casa. Ela é tão pequenina que parece que pode ser facilmente excluída: sua vozinha pode ser prontamente abafada, seu chamado por socorro pode passar quase despercebido em meio aos sons ásperos e ruídos dissonantes do mundo. Mas Ela sabe que em ti ainda habita a Sua proteção segura. Tu não A decepcionarás. Ela irá para casa e tu irás com Ela.
Essa Criança é a tua ausência de defesas, a tua força. Ela confia em ti. Veio porque sabia que não falharias. Ela te fala baixinho e incessantemente da sua casa. Pois quer levar-te de volta com Ela, para que Ela própria possa ficar e não retornar mais uma vez aonde não é o Seu lugar e onde vive como um pária num mundo de pensamentos alheios. A Sua paciência não tem limites. Ela esperará até que ouças a Sua Voz terna dentro de ti, chamando-te para deixá-La ir em paz, junto contigo, ao lugar em que está em casa e tu junto com Ela.
Quando te aquietas por um instante, quando o mundo se afasta de ti, quando as ideias sem valor cessam de ser valorizadas em tua mente inquieta, então ouvirás a Sua Voz. Ela te chama de modo tão tocante que não resistirás mais. Naquele instante, Ela te levará para casa e tu ficarás com Ela em perfeita quietude, silêncio e paz, além de todas as palavras, intocado pelo medo e pela dúvida, com a certeza sublime de que estás em casa.
Descansa com Ela freqüentemente hoje. Pois Ela se dispôs a tornar-Se uma Criancinha para que pudesses aprender com Ela o quanto é forte aquele que vem sem defesas, oferecendo apenas mensagens de amor àqueles que pensam que ela é o inimigo. Ela tem nas Suas mãos o poder do Céu e os chama de amigos e lhes dá a Sua força para que possam ver que quer ser Amiga para com eles. Ela lhes pede que a protejam, pois a Sua casa está muito longe e não voltará para lá sozinha.
Cristo renasce como uma Criancinha a cada vez que um peregrino quer deixar a própria casa. Pois ele tem que aprender que aquilo que quer proteger é apenas essa Criança, Que vem sem defesas e Que está protegida pela ausência de defesas. Vai para casa com Ela de vez em quando hoje. Tu, aqui, és tão estranho quanto Ela.
Hoje, toma tempo para deixar de lado o teu escudo que não te traz nenhum proveito, e abaixa a lança e a espada que ergueste contra um inimigo inexistente. Cristo te chamou de amigo e irmão. Veio até pedir a tua ajuda para deixá-Lo ir para casa hoje, completo e completamente. Ele veio como vem uma criancinha que precisa implorar a proteção e o amor de seu pai. Ele domina o universo e, no entanto, te pede incessantemente que volte com Ele e que não tomes mais ilusões por teus deuses.
Não perdeste a tua inocência. É por isso que anseias. É esse o desejo do teu coração. Essa é a voz que ouves, e esse é o chamado que não pode ser negado. A Criança santa permanece contigo. A Sua casa é a tua. Hoje, Ela te dá a Sua ausência de defesas e tu a aceitas em troca de todos os brinquedos de combate que fizeste. E agora, o caminho está aberto e o fim da jornada finalmente à vista. Aquieta-te por um instante e vai para casa com Ela e, por algum tempo, está em paz.
Um Curso em Milagres, Livro de Exercícios - 182
quinta-feira, 19 de março de 2015
Como perdoar?
Realmente parece que, conforme aprendemos mais e mais a liberarmos os outros das projeções da nossa própria culpa, nós mesmos nos sentimos presos à culpa.
Jesus nos diz que “à medida em que a acusação é retirada do que está fora, há uma forte tendência a ancorá-la no que está dentro” (T-11.IV.4:5). Mas ele vai em frente dizendo, “É difícil, à primeira vista, reconhecer que isso é exatamente a mesma coisa, pois não há nenhuma distinção entre o que está dentro e o que está fora” (4:6), e então, “A acusação tem que ser desfeita, e não vista em outro lugar” (5:3). Então, como fazemos isso?
A pergunta que você fez, “Como alguém perdoa a si mesmo?”, é muito boa, mas é realmente a pergunta errada. Pelo fato de ainda estarmos tão fortemente identificados com nossos egos, não podemos perdoar a nós mesmos, pelo menos não sozinhos (i.e., por conta própria, que é o estado do ego).
É por isso que precisamos de Jesus ou do Espírito Santo, ou de qualquer símbolo não-julgador de amor e aceitação com o qual nos sintamos confortáveis, para olhar conosco para nossos “pecados”. Precisamos de alguém de fora do nosso sistema de pensamento baseado na culpa, que conheça a verdade sobre quem realmente somos, e a quem possamos dar nossa culpa, uma vez que a tenhamos revelado e reconhecido seu propósito e seu custo.
Nós acreditamos que somos corpos que podem ferir e ser feridos por outros. Jesus sabe que somos espírito, o Filho impecável de Deus que é incapaz de atacar. Nós não acreditamos nisso e, de fato, não queremos acreditar, porque ainda queremos que a separação e nossa própria individualidade sejam reais.
E então, o processo do perdão tem que envolver a união com algo ou alguém fora de nós, tal como Jesus, que sabe que a separação, o ataque e a culpa não são reais. Nós somos incapazes dessa compreensão por conta própria, por definição.
O ego, como você mesmo está experienciando, nos diz que precisamos expiar pelos nossos pecados através do sofrimento e sacrifício. Mas isso apenas reforça nossa crença em que nossa culpa é real e que Deus é um Deus punitivo, que busca vingança pelos nossos pecados muito reais. E, assim, todas as nossas tentativas de conseguirmos liberação através da expiação são apenas formas de mágica que deixam de se dirigir ao problema real na mente.
Nós precisamos entender que o problema não é a culpa que acreditamos estar experienciando pelas nossas transgressões aqui no mundo. Aqueles “pecados” são realmente distrações deliberadas, servindo ao propósito de manter nosso foco aqui no mundo, buscando soluções mágicas para liberarmos nossa culpa (i.e., fazendo correções) ou para evitarmos experienciá-la (i.e., vícios).
Mas isso apenas nos impede de olharmos mais profundamente para dentro de nossas mentes, para a fonte real de toda a nossa dor e culpa (e a de todos os outros) – a crença em que destruímos o Amor, para estarmos por conta própria.
No entanto, se pudermos nos unir a um reflexo daquele Amor, tal como Jesus ou o Espírito Santo, e olharmos para nossas auto-acusações com sua presença amorosa ao nosso lado, vamos ter que entender em algum nível que não destruímos o amor.
E, nesse reconhecimento, o perdão real – pelo que nunca aconteceu – é possível, dissolvendo toda culpa e liberando-nos da nossa prisão auto-imposta. E assim, qualquer ação ou comportamento, se houver algum, pode ser o mais útil e curador em resposta às nossas assim chamadas transgressões contra outros no mundo, e vão simplesmente fluir através de nós.
E, nesse reconhecimento, o perdão real – pelo que nunca aconteceu – é possível, dissolvendo toda culpa e liberando-nos da nossa prisão auto-imposta. E assim, qualquer ação ou comportamento, se houver algum, pode ser o mais útil e curador em resposta às nossas assim chamadas transgressões contra outros no mundo, e vão simplesmente fluir através de nós.
Perguntas e Respostas - UCEM - FACIM OUTREACH
Tradução de Eliane F. Oliveira
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Dissociando Um Curso em Milagres
O que as pessoas fazem com o curso é que eles o dissociam. É surpreendente se você se volta a pensar objetivamente sobre isso. O que faz um estudante, o que <você> tem feito, quando lê coisas no curso que dizem: # 1 que você não está aqui. Deus não sabe sobre você. Deus não ouve suas orações. O mundo acabou há muito tempo. Além disso, seus olhos não vêem, os ouvidos não ouvem, o seu cérebro não pensa - e não há vida fora do Céu?!
Quero dizer, o que você FAZ com isso? Quando você pensa que você está vivo, respirando?
Você dissocia. Você pega esses princípios metafísicos e apenas os coloca de lado e segue alegremente seu caminho, pensando que você está praticando o curso porque você está aprendendo a perdoar. Não estou negando que isso é realmente importante, mas em algum momento você tem que reunir o que você dissociou!
E eu não estou dizendo que você deve forçar o medo em si mesmo, mas em algum momento você deve ao menos dar-lhe algum pensamento! Este curso está me levando a um lugar muito diferente do lugar que eu pensei que estava me levando quando eu peguei pela primeira vez esses livros. Um lugar muito, muito diferente. Isto não é como qualquer espiritualidade que eu tenha conhecido.
E <não> é assim que a maioria das pessoas fala sobre ele. Este curso quer dizer <literalmente> quando diz que não há um mundo lá fora; este curso quer dizer literalmente quando diz que meus olhos não vêem e que meus ouvidos não ouvem e que meu cérebro não pensa, e eu nunca nasci, e eu nunca morrerei como um corpo. Porque corpos nada fazem.
Repetidas vezes quando Jesus diz "você", ele não está falando ao "você" a pessoa que você vê todas as manhãs no espelho do seu banheiro. Mas até que chegue o tempo em que você saiba que você é uma mente, ao menos você quer saber o quê você está dissociando. Ao menos você quer saber que : eu não estou pronto ainda para escutar que eu não estou aqui; eu não estou pronto ainda para acreditar que o meu corpo nada faz.
Mas ao menos agora eu posso dizer que é para onde eu estou lentamente sendo conduzido - eu não estou sendo arrastado, eu não estou sendo empurrado, eu não estou sendo coagido, eu vou no meu próprio ritmo - isso é o que este curso está ensinando.
Ken Wapnick
Tradução livre de "An Unexamined Life"
sábado, 21 de fevereiro de 2015
UCEM Lição 49 - A Voz de Deus fala comigo durante todo o dia
"Esta é uma lição com a qual muitos estudantes do Um Curso em Milagres levantaram voo, infelizmente indo pelo caminho errado: para o inferno em vez do Céu. Com frequência acham que essa lição quer dizer que ouvem o Espírito Santo dizer-lhes coisas maravilhosas – o tempo todo. Se nós seguirmos o pensamento dessas lições, no entanto, é óbvio que não podemos ouvir a Voz de Deus durante o dia todo por causa do tumulto constante nas nossas mentes. Jesus já explicou a presença do tumulto: a nossa resistência a perdermos a nossa identidade individual e especial. Essa resistência está reflectida em nutrirmos a voz de especialismo do ego para nos impedirmos de ouvirmos a Voz do Espírito Santo, como vemos nessa passagem penetrante do texto:
Tu não és especial. Se pensas que és e queres defender o teu especialismo contra a verdade do que realmente és, como podes conhecer a verdade? Que resposta que o Espírito Santo te dê pode alcançar-te, quando é ao teu especialismo que escutas e é ele que pergunta e responde? Tudo o que tu escutas é a sua resposta diminuta, que não tem nenhum som na melodia que transborda de Deus para ti eternamente louvando com amor o que tu és. E essa imensa canção de honra e amor pelo que tu és parece silenciosa e inaudível diante da sua “magnificência”. Tu te esforças para que teus ouvidos ouçam a sua voz sem som e, no entanto, o Chamado do próprio Deus é insonoro para ti.Podes defender o teu especialismo, mas nunca ouvirás a Voz que fala por Deus ao seu lado (T-24.II.4; 5:1-2).
Embora seja verdade que a Voz de Deus fala connosco durante o dia todo – porque o Espírito Santo está nas nossas mentes -, isso não significa que nós a ouvimos. Preste atenção cuidadosa às palavras da lição: Jesus não diz que nós ouvimos a Voz de Deus durante todo o dia, mas que a Voz de Deus fala conosco o dia todo. Não vamos ouvir por causa, novamente, da nossa resistência em perdermos a nossa identidade, expressa através do investimento em perpetuarmos o nosso especialismo. É por isso que é tão importante ler isso (e todas as passagem em Um Curso em Milagres) cuidadosamente.
Outro ponto importante que fala ao ponto central da confusão dos estudantes do Curso é que nós ouvimos sempre uma voz interior. Não podemos ouvir nada mais! Os nossos corpos são os veículos (ou canais) através dos quais tanto a voz do ego quanto a do Espírito Santo “falam”. Os estudantes, com frequência, pensam que, simplesmente pelo facto de ouvirem uma voz interna, ela tem que ser do Espírito Santo. Infelizmente esquecem-se completamente da outra voz, que foi feita específica e intencionalmente para abafar a pequena e quieta voz do Espírito Santo, como vimos na passagem acima. É por isso que Jesus enfatiza a ajuda para removermos o nosso investimento no ego, para que possamos inevitável e naturalmente “ouvir” a Voz que fala pela verdade."
Excerto de Journey through the WorkbookDe Kenneth Wapnick
https://facim.org/.../p-25-journey-through-the-workbook...
(traduzido do inglês para o português por Maria João Fajardo-Gearhart)
Tu não és especial. Se pensas que és e queres defender o teu especialismo contra a verdade do que realmente és, como podes conhecer a verdade? Que resposta que o Espírito Santo te dê pode alcançar-te, quando é ao teu especialismo que escutas e é ele que pergunta e responde? Tudo o que tu escutas é a sua resposta diminuta, que não tem nenhum som na melodia que transborda de Deus para ti eternamente louvando com amor o que tu és. E essa imensa canção de honra e amor pelo que tu és parece silenciosa e inaudível diante da sua “magnificência”. Tu te esforças para que teus ouvidos ouçam a sua voz sem som e, no entanto, o Chamado do próprio Deus é insonoro para ti.Podes defender o teu especialismo, mas nunca ouvirás a Voz que fala por Deus ao seu lado (T-24.II.4; 5:1-2).
Embora seja verdade que a Voz de Deus fala connosco durante o dia todo – porque o Espírito Santo está nas nossas mentes -, isso não significa que nós a ouvimos. Preste atenção cuidadosa às palavras da lição: Jesus não diz que nós ouvimos a Voz de Deus durante todo o dia, mas que a Voz de Deus fala conosco o dia todo. Não vamos ouvir por causa, novamente, da nossa resistência em perdermos a nossa identidade, expressa através do investimento em perpetuarmos o nosso especialismo. É por isso que é tão importante ler isso (e todas as passagem em Um Curso em Milagres) cuidadosamente.
Outro ponto importante que fala ao ponto central da confusão dos estudantes do Curso é que nós ouvimos sempre uma voz interior. Não podemos ouvir nada mais! Os nossos corpos são os veículos (ou canais) através dos quais tanto a voz do ego quanto a do Espírito Santo “falam”. Os estudantes, com frequência, pensam que, simplesmente pelo facto de ouvirem uma voz interna, ela tem que ser do Espírito Santo. Infelizmente esquecem-se completamente da outra voz, que foi feita específica e intencionalmente para abafar a pequena e quieta voz do Espírito Santo, como vimos na passagem acima. É por isso que Jesus enfatiza a ajuda para removermos o nosso investimento no ego, para que possamos inevitável e naturalmente “ouvir” a Voz que fala pela verdade."
Excerto de Journey through the WorkbookDe Kenneth Wapnick
https://facim.org/.../p-25-journey-through-the-workbook...
(traduzido do inglês para o português por Maria João Fajardo-Gearhart)
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